Dark Glass

Observe mais de perto.

Existem diversos lados de uma mesma pessoa. Existe aquilo que mostramos ser e aquilo que não mostramos. Um lado nosso que conhecemos e outro que vamos descobrindo ao longo da vida. Existe alguém que somos só de vez em quando e alguém que somos na maioria das vezes. Aquilo que não mostramos quando não estamos confortáveis e o que mostramos quando nos sentimos confiantes a sermos nós mesmos.

Nossa identidade é múltipla, complexa e, muitas vezes, contraditória.
Uma mesma pessoa pode ser definida com os mais diversos adjetivos por diferentes pessoas. Somos interpretados segundo pontos de vista divergentes e em distintos contextos. O seu melhor amigo, por exemplo, pode ser considerado como desprezível por outro alguém.

O mais importante a refletirmos sobre isso é o quanto pode ser interessante começarmos a estar mais abertos a "reler" as pessoas, dar a elas uma nova chance de se mostrarem e a você, uma nova oportunidade de ganhar um amigo ou, no mínimo, viver alguns momentos agradáveis.

Quantas vezes você sentiu que foi mal interpretado e quis ter uma nova chance para mostrar que aquele não é você? Quantas vezes você se sentiu julgado precipitadamente? Quantas vezes você desejou voltar àquele momento para concertar algo que você disse ou fez e que te afastou de algumas pessoas?

Então, por que não permitir que outras pessoas mostrem a você um outro lado que você não conhecia? Por que não permitir que elas mostrem que talvez a sua ideia sobre elas pode estar errada?

Abra um espacinho pra que essas pessoas cheguem e deixe que elas imprimam novas impressões sobre elas mesmas. Você pode apenas concluir que, de fato, a companhia delas não lhe faz bem ou se surpreender descobrindo um novo lado daquelas pessoas.

Esse pode ser um bom exercício para reduzir seus julgamentos e preconceitos, ampliar seu ponto de vista para interpretar as pessoas e para te tornar uma pessoa mais receptiva e tolerante.

Acho que todos saem ganhando. Então, tente. ;)

p.s.: Não recomendo este exercício com ex-namoradxs, viu?

Quando perguntam: "Você pretende ser mãe?". E ela responde: "Claro!". Eu me pergunto..."Como assim 'claro!'? Isso não era pra ser uma opção?". Mas o que ela diz é perfeitamente justificável.
Logo que pequenas, um bebê de plástico é colocado nos nossos braços, afinal, toda menina gosta de brincar de ser mamãe.

Não ter filhos nunca foi uma opção pra nenhuma garota. Nós TEMOS que ter filhos pra suprir as expectativas de OUTRAS pessoas sobre o que é certo como a "ordem natural da vida". 
Felizmente, desde que saímos das cavernas e deixamos de plantar e caçar nossa própria comida, muitas mudanças ocorreram na vida humana. 

Métodos anticoncepcionais foram inventados e famílias se formaram com um melhor planejamento, diminuindo consideravelmente o número de filhos e melhorando a qualidade de vida deles e de seus pais. E sim! Desde este momento, já haviam aqueles que eram contra, porque mais uma vez, estávamos influindo no ciclo natural da vida. Mas o fato é que estas famílias se tornaram mais felizes assim, pois elas poderiam, elas mesmas, decidirem e terem um maior controle sobre o número de pequenos com os quais elas poderiam arcar, ao invés de deixarem que a natureza simplesmente seguisse seu curso com inúmeras gravidezes consecutivas.

Deste modo, o que temos atualmente são famílias cada vez menores, o que não é a toa. Com um número menor de filhos, os pais puderam dar mais atenção a cada um deles, e até conseguem ter mais tempo para eles próprios. Essa foi uma decisão que partiu deles, porque somente eles poderiam dizer o que era melhor a ser feito, tendo em vista que são eles que irão arcar com as responsabilidades de ter mais um membro na família. 

Hoje em dia, a probabilidade de que meu leitor discorde comigo nesse ponto é bem pequena, mesmo que alguns ainda achem que impedir uma gravidez é um ato egoísta que impede o surgimento de uma vida e que vai contra as leis da natureza, pensamentos vindos de quem estabelece o seu pensamento como verdade absoluta.

Ainda assim, não nos desligamos de outra verdade "inquestionável". A de que TEMOS que ter filhos, TEMOS que ser felizes com isso, e que uma mulher só será completa e realizada cumprindo seu papel na Terra e dando sentido a sua própria vida, uma vez que for mãe. Ou seja, ainda que existam tantas pessoas diferentes na face da Terra, TODAS, SEM EXCESSÃO, em especial as mulheres, só poderão chegar ao ápice da felicidade quando tiverem um filho (de preferência mais de um). Para as mulheres, ser mãe não é um opção, uma vontade. Uma mulher que não quer ser mãe é um monstro que só pensa em si mesmo, alguém que nunca será plenamente feliz, uma fracassada porque conquistou tantas coisas, mas não o mais importante. Ela não teve a capacidade de dar um único filho para o seu marido.

Para uma mãe, que se sentiu maravilhada ao ver aquelas mãozinhas se fechando no seu dedo na maternidade, pode ser difícil compreender como alguém poderia não querer viver aquilo. Mas é de extrema importância que a gente entenda, de uma vez por todas, que aquilo que nos faz feliz pode não fazer outras pessoas felizes! Só assim, nós poderemos aceitar e respeitar as pessoas que são diferentes de nós, bem como não julgar como certas ou erradas as escolhas que elas fazem sobre suas PRÓPRIAS vidas. Entendendo isso, podemos parar de sair cuspindo nas caras alheias nossas opiniões, dicas e conselhos, que não foram solicitados, referentes às nossas próprias expectativas sobre o que elas deveriam fazer para serem felizes. 

Não importa se essa pessoa é sua amiga, sua filha, sua nora, sua irmã, sua cunhada, sua tia. Cada um tem sua própria forma de ser feliz, e nenhuma delas tem a obrigação de suprir suas expectativas sobre ela. Deixe-a sentir a maternidade como uma opção e não como uma vontade instintiva que toda mulher tem, porque isso não é verdade! Nem toda mulher é ou será feliz como mãe, e nenhum filho deve ter uma mãe infeliz que não possa dar a ele o amor que ele merece. Não ter filhos quando não se quer ter filhos, não é egoísmo. É uma escolha que toda mulher tem o DIREITO de ter! Egoísmo é achar que uma mulher deve ter um filho só porque VOCÊ acredita que esse é o papel dela.

"Mas isso é porque você ainda não teve filhos". NÃO! Acredite, que uma pessoa, principalmente uma mulher, não diz "não quero ter filhos" assim de repente. A grande maioria das pessoas que fazem parte de uma minoria, tenta se encaixar na maioria primeiramente, porque ser diferente não é fácil. Uma menina que não brinca de boneca já pode se sentir estranha. Uma moça que não sente nenhuma forte emoção ao pegar um bebê no colo sente a necessidade de fingir um sorriso largo, porque ela sabe que é assim que ela, como mulher, "deveria" agir. Raramente alguém entrega um bebê no colo de um homem, a não ser que ele seja o pai, porque "eles não levam jeito", e é completamente aceitável que eles não se sintam confortáveis e entusiasmados com aquelas pessoinhas. Mas a mulher, pelo seu instinto materno, que já vem com ela, saberá exatamente o que fazer e como agir. Logo, quando uma mulher não sente esse instinto dentro dela, não imagine que ela ficará bem com isso. Provavelmente, ela fará de tudo pra encontrá-lo. O "Não quero ter filhos" vem quando ela finalmente se aceita e quem dera ela não precisasse se aceitar simplesmente por ser o que é, e por não poder suprir a expectativa que outras pessoas colocaram sobre ela e ainda serão projetadas sobre ela a cada oportunidade: "E os filhos? Quando eles vem?".

Você tem o direito de acreditar que os filhos são as melhores coisas que já aconteceram na sua vida. Ninguém duvida disso. Mas deixe que outras pessoas escolham o que é melhor pra elas. Entenda que somente elas saberão o que as faz feliz e que os filhos podem não fazer parte da vida que elas querem. Não fique impondo a sua opinião como verdade, guarde seus comentários lááá no fundo da gaveta.  Não "invada" o corpo de uma mulher, dizendo que ali deve crescer um bebê. Não ter filhos não é um erro, é uma escolha que você deve respeitar.

Certa vez, fazendo um teste no estilo "disparate dos anos 90" com um amigo, surgiu a questão que pedia que cada um contasse um problema pelo qual vinha passando e pedisse um conselho, assim haveria uma troca de confidências entre nós, ao mesmo tempo em que cada um se ajudaria em seguida.
Ele rapidamente contou o seu probleminha e pediu um conselho, minha opinião. Eu dei o conselho e fiquei aliviada porque não tive tempo pra falar sobre algum problema meu e pedir o conselho. Fiquei pensando em porque eu não queria falar sobre um dos meus problemas e muito menos pedir uma opinião sobre o que eu deveria fazer.
Por mais que eu odeie admitir, percebi que o motivo é que eu sei a solução pra pelo menos 90% dos meus problemas e todos eles envolvem a mim mesma. Boa parte dos meus problemas são causados pelas atitudes que eu não tomo, pelas coisas que eu não faço ou pelas coisas que eu não deveria fazer.

Existe uma vozinha dentro da gente gritando o que deveríamos fazer, mas muitas vezes é mais fácil ignorar e seguir na zona de conforto.
Admitir que somos nossos próprios "arqui-inimigos" é difícil, é doloroso. 

Nós muitas vezes sabemos o que deveríamos fazer, mas preferimos ouvir isso de outra pessoa, ou, no meu caso, esconder de todos que somos "vítimas" de nós mesmos. E é por isso que nunca peço conselhos, porque não quero ouvir de outra pessoa. Pedir por uma solução que eu já tenho.

Ouvir que não deu tempo porque adiei.
Ouvir que me aborreci porque não mantive a calma.
Ouvir que aquele dia não foi bom porque não fui receptiva às coisas boas.
Ouvir que aquilo não deu certo porque não me esforcei o suficiente.
Ouvir que as coisas não mudam porque não fiz nada de diferente...

As mudanças acontecem quando paramos de culpar os outros, o destino, o universo e o azar pelas coisas que nós próprios causamos. Doloroso é, e difícil sair da nossa zona de conforto também, mas nenhuma das coisas boas que mais queremos chegam até nós assim facinho. E no final das contas, é isso que torna tudo aquilo que conquistamos ainda mais grandioso, não é?

Em 2016, eu VOU fazer as coisas que eu já sei que deveria fazer. Mesmo que uma de cada vez, mesmo que com pequenos passos em frente, de pouquinho em pouquinho, vou admitindo e corrigindo meu grande e problemático arqui-inimigo.
Aceitando o que não posso mudar e tomando coragem para mudar o que posso, como dizem.

Apesar de ser difícil assumir que é você mesmo o problema, é muito bom saber que, afinal, tantas coisas são possíveis. Basta a gente querer e fazer! Não é inspirador? :)

Em uma disciplina da minha faculdade, tinha uma mocinha encantadora como monitora. Saindo da aula, um grupo de meninas da turma comentava sobre o quanto ela era bonita e charmosa, e eu reparei que muitos outros alunos achavam o mesmo. Ainda assim, acabou o semestre e ela não recebeu um só elogio.
Fiquei pensando sobre isso, sobre como estamos mais abertos a dizer coisas ruins do que boas. Sempre guardamos os elogios unicamente para as pessoas mais próximas da gente. Reclamamos do pedido que veio errado, do café amargo, mas não elogiamos o excelente atendimento. Pensei: "se ela merecia um elogio, por que mantê-lo em segredo? Só porque ela não era minha melhor amiga?"

A partir daí comecei a elogiar quem, ao meu ver, merecia um elogio, independente de quem fosse essa pessoa. Incrível como sorrisos começam a se abrir com palavras tão simples: "como você tá bonita com esse vestido!", "que abraço bom!", "adorei seu sapato", "seu trabalho ficou incrível"...

Nessa semana, a atendente de uma loja veio falar comigo com uma má vontade gritante e um cabelo maravilhosamente bem cuidado. Ela me olhou dos pés a cabeça indiscretamente, me atendeu com frases curtas e objetivas e ignorou completamente o meu bom humor. No momento em que eu elogiei o cabelo dela, a expressão apática se transformou instantaneamente em fofurismo. As frases se estenderam em uma conversa que me fez decidir mais facilmente que produto eu deveria levar.

Minha intenção não era melhorar o atendimento dela, apenas fazer o elogio que achei que ela merecia. Além disso, ela não chegou a me tratar mal, e eu já ouvi falar várias vezes que atendentes de shopping trabalham em situações péssimas. Talvez ela estivesse em um dia ruim, e não é fácil ser simpática o dia inteiro nesses dias, não é?

Elogios são bem vindos em dias bons ou ruins, para os seus amigos e para alguém que você encontrou ocasionalmente. Um simples comentário positivo pode transformar o dia das pessoas, e até torná-las mais gentis com as outras. Gentileza gera gentileza, definitivamente!

Final de 2015 e aqui estou eu escrevendo novamente no blog que criei há mais de 5 anos atrás. Como era de se esperar, encontrei uma lista imensa de absurdos em que eu acreditava antes. Apaguei muita coisa que hoje já não faz nenhum sentido pra mim.
Eu não mudei o que eu sou, mas passei por mais experiências e percebi/aprendi muitas coisas ao longo desses anos. Eu estou em constante construção e percebi que mudar de opinião não só é normal, como também necessário.
Apesar de desapontada comigo mesma por muitas coisas que pensava há anos atrás, posso dizer que estou orgulhosa por estar (penso eu) no caminho certo e por finalmente ter entendido que eu vou estar sempre me transformando e que isso não me torna menos verdadeira.
Talvez nossa necessidade de definir as coisas, os outros e a nós mesmos nos faça cometer tantos erros e equívocos. Definir é tão difícil, e a gente nessa pressa toda em se afirmar, não é?
Mas felizmente, eu não atingi nenhum grande público ou ofendi alguém (eu espero) com as "minhas verdades". Sendo assim, pude apagar tranquilamente muitas baboseiras e salvei meia dúzia de palavras do passado. :)

Voltar aqui está sendo nostálgico e até engraçado. Encontrei vários blogs antigos de amigos que também se aventuraram temporariamente em blogs. Com certeza não fui só eu que mudei!


Estou voltando sem nenhuma pretensão de atrair leitores. Só quero escrever meus textões quando sentir necessidade sem precisar me desculpar por isso (como nos sentimos "obrigados" a fazer em posts de Facebook). Provavelmente aparecerá aqui unicamente meu fiel companheiro, que tão amorosamente acompanha e aplaude tudo o que eu faço, mesmo que ele deteste ler qualquer coisa que não tenha figurinhas. Obrigada, Davi...você é o melhor!


Uma outra coisa que preciso deixar claro sobre o meu retorno: provavelmente citarei situações que aconteceram e/ou acontecem comigo, então é possível que alguém que me conhece, ao ler um texto meu, se reconheça ou imagine de quem eu estou falando. Sobre isso, queria dizer que nomes não serão mencionados e que não se tratam de indiretas ou de alguma intenção de causar constrangimento (não mesmo!). Isso acontecerá unicamente porque minhas opiniões surgem de situações que ocorrem comigo e gostaria de usar esse espaço para escrever LIVREMENTE sobre elas. Me desculpe, mas adoro dividir experiências e citar exemplos.


Outro detalhe: meus textos nunca foram rebuscados. Não vai ter poesia ou constantes consultas ao dicionário para entender minhas palavras. Quero tudo leve, simples e claro por aqui. :)


No mais, espero poder partilhar aqui meus pontos de vista com um ou outro interessado.



Casais, em seu clima apaixonado, são uma das coisas mais bonitas de se ver: nas fotos, nas canções, nas declarações públicas, nos livros, nos filmes. Isso é inegável.
Mas será que até mesmo para isso existe um limite?
Você já deve ter ouvido frases que queriam expressar, em resumo, que um amor não te complementa e sim, adiciona, te "transborda". Apesar de serem frases clichês, acredito piamente na verdade disso, pois acho que "só ser feliz se alguém estiver com você" é um problema que precisa ser trabalhado e que só é bonito nos filmes de romance com seus finais felizes.
Viver a dois é uma etapa que deve vir depois de "viver a um", de conseguir seguir normalmente sem namorado(a) ou marido (esposa), de ter seus sentimentos pelo outros, mas antes disso, conseguir visualizar claramente seu sentimento por si mesmo. Estar em um relacionamento e não ser dependente dele é a melhor forma de respeitar a si mesmo em sua individualidade e ao outro, em seu espaço.
É por isso que, se alguém me disser que não consegue viver sem mim, que antes de mim nada fazia sentido, eu acreditaria que: ou isso é mentira ou um grande exagero de alguém que espera muito pouco de si mesmo, que se vê como pouco importante. Por isso, normalmente, pessoas que entram em um relacionamento para depender de alguém, e não para gostar/amar, permanecem mais tempo com outros igualmente dependentes ou com alguém que vê nessa dependência uma oportunidade.
O primeiro caso, os casais mutuamente dependentes, ou como eles acreditam ser, são aqueles que eu particularmente não suporto ficar próxima. Na verdade, muito gente se incomoda. Quando eles estão juntos, falando em códigos e mantendo um contato físico interrupto, eles esquecem completamente de quem está em volta, e isso não é romântico para as outras pessoas que TAMBÉM estão com eles e que também gostariam de ter a companhia de ambos, sejam eles os amigos ou a família (que podem se sentir deixados de lado).
Eles tem a senha do facebook um do outro, e não se pode ter segredos ou qualquer assunto particular com seu amigo a não ser que você não se importe que a namorada dele saiba. Se você chamá-lo para sair, inclua a namorada dele. Em uma conversa, o nome dela será citado mesmo em assuntos de universo completamente diferente do dela. Enfim, pessoas assim, que mesmo que não admitam, se veem tão pequenos quando sozinhos e que "precisam" de alguém para aumentar um pouco a importância de serem eles mesmos, entram em relações pouco saudáveis de dedicação exagerada a uma só coisa e se tornam companhias desagradáveis. Ninguém pode ser só namorado(a), só religioso(a), só médico(a), só advogado(a), só mãe ou pai, só filho.. todo mundo tem seus diferentes papeis e todos tem sua importância. Estando você como namorado(a) ou não, existem todas as outras coisas que você é e que fazem parte de você. Isso tudo não pode mudar completamente por uma coisa a mais que você se tornou, por mais amor que exista, você ainda é um e não uma metade que precisa de complemento.
Tudo bem, muito namoros começam assim, com ambos querendo contato incansavelmente, o tempo todo. E quando o namoro dura mais tempo, isso, normalmente, muda. Não porque o casal se distanciou, mas porque as coisas tendem ao equilíbrio entre a individualidade de ambos e sua relação amorosa. O namoro vai se tornando mais equilibrado e mais maduro.
É bom ressaltar, que ter individualidade não corresponde a ser sozinho, egoísta ou não estar disposto a dividir sentimentos e momentos com alguém. É, basicamente, ter tempo para você e ter tempo para todos.
No segundo caso, onde uma pessoa "incompleta" procura "sua outra metade" em alguém que não vê o relacionamento dessa forma, enfim, não se sente dependente, uma das poucas coisas que pode fazê-lo durar é se um deles se aproveitar da situação do companheiro, incondicionalmente apaixonado, para benefício próprio. Podem ser muitos benefícios: não precisar ceder em nada, sempre "ter razão', poder ser perdoado facilmente pelos piores erros, ter alguém a disposição o tempo todo.. E não acredito que um relacionamento assim dure para sempre, mas não porque o lado apaixonado da história de canse dessa situação evidentemente desfavorável a ele, pois estar com o amado é o que está acima de tudo. Por mais estranho que isso seja, é mais comum que aquele que detêm tantos benefícios às custas do sentimento do outro caia fora, pois a verdade é que ninguém valoriza alguém que está PARA o namorado e não com o namorado. Olhando de longe, pode-se ter pena do pobre apaixonado que crê no amor, mas de perto, ninguém deseja uma pessoa assim para si. A diferença está unicamente em se aproveitar ou não de alguém que se mostra submisso a você.
Percebo que ambas as situações desagradáveis surgem de pessoas que não acreditam em si mesmas sozinhas, sem ter de quem depender. Quando um relacionamento vai além do querer estar, para o precisar estar e para isso ter que esquecer de tudo o que não for amor (como namorados) ou aceitar qualquer situação em nome de uma relação que só um se esforça para manter algo entre dois, tem algo errado que precisa ser mudado.
Você não está pronto para ser um? Acredite, muito menos para ser dois.



Aniversários podem ser deprimentes, porque NINGUÉM se importa tanto com o seu aniversário quanto você. Você espera que todas as outras pessoas sintam o quanto aquele dia é especial, mas o fato é que pra elas, é um dia como qualquer outro.

Essa é a data em que se descobre que 90% das figurinhas que você coleciona na sua página de amigos na internet, não se importam nem um pouco se é seu aniversário ou não. Toda a sua família te dá "Feliz Aniversário" mas você fica super preocupado com quantos scraps repetitivos você vai receber no facebook ou no orkut, quando na verdade, você sabe que, metade daquelas pessoas nem sabiam que era seu aniversário (mas olharam naquele santo lembrete) e que elas só te deram parabéns pra dar uma de simpáticos. Mas você empurra aquele detalhe para o subconciente e fica se achando aquele que tem muitos amigos, e esses mesmos amigos, são aqueles que só vão te mandar outro recado no ano que vem.

A gente fica esperando que coisas maravilhosas aconteçam: que você ganhe o presente que sempre quis e que não chova bem na hora que todo mundo ia pegar um ônibus pra sua casa.

Você sabe que sua listinha de convidados fica mudando de ano em ano, que apenas pequena parte dela é fixa por anos seguidos. Sem falar naquelas pessoas que você não vê há um tempão, mas que todo ano tem uma desculpa pra não ir te ver, quando você sabe que se eles realmente quisesse ter te visto, eles teriam visto.

Talvez esses aniversários deprimentes sejam assim porque a gente espera muito deles e esperamos ter mais amigos pra convidar do que realmente temos.

De que importa que você não teve milhões de recados na internet e no celular, se as pessoas que realmente estão lá com você (independentemente de que seja seu aniversário ou não) te ligaram, cantaram musiquinhas e te abraçaram? Ou de que vale aquele recado de alguém que você mal fala? Afinal, é importante lembrar que você não vai se tornar a pessoa mais popular do dia só porque você viveu mais um ano.

E a respeito do outro aspecto, infelizmente o dia não vai se moldar de acordo com o que você espera, mas ele pode ser igualmente especial se você vê-lo deste modo. E se você pensar em todas as pessoas que ficam felizes só pelo fato de que coisas ruins não aconteceram? Se você pensar que todas as pessoas realmente importantes lembraram de você? E se você pensar que coisas legais não precisam acontecer necessariamente no seu aniversário? E se você pensar que você mesmo pode fazer alguma coisa pra que o dia seja especial, como fazer algo que sempre teve vontade? Dias maravilhosos não estão marcados no calendário, porque eles são inesperados e essa é a parte boa deles.

É claro que é inevitável esperar bons acontecimentos no aniversário, além dos da nossa rotina, mas ás vezes até na rotina podemos encontrar algo novo e positivo. Os dias não se moldam com o que esperamos, os dias se moldam com o que NÓS fazemos, construimos, e de acordo com o ângulo pelo qual os observamos.

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Olhe através dos vidros negros ..

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