- Aqueles que não te chamam mais para sair porque os gostos se tornaram muito opostos.
Se houver um real interesse, sempre se pode encontrar algum lugar atrativo a duas pessoas de opiniões muito diferentes, mas quando não se está tão interessado assim, qualquer motivo a mais pode se tornar um fator de distanciamento e anulação de qualquer possibilidade. - Aqueles que sempre perdem o seu número.
Não quero imaginar o que aconteceria se eu mudasse meu número muitas vezes, na lógica dessa pessoa, eu perderia contato até com a minha família. - Aqueles que, depois de receberem sua visita, te chamam para sair mais uma única vez e só.
- Aqueles que não fizeram o mínimo esforço para manter a amizade, te deixando muitas vezes de lado e não retribuindo nem metade daquilo que você faz por eles. Então, quando você finalmente decide deixar de fazer papel de bobo, eles te culpam por vocês terem se tornado apenas conhecidos.
Às vezes esses "amigos" são tão convincentes, que devemos manter vivas as lembranças que apontam o real culpado, para não acabar se deixando levar em uma história mal contada. - Aqueles que "morrem de saudade de você", mas não te visitam (mesmo que passem perto da sua casa muitas vezes) e não te mandam mensagem no celular nem no seu aniversário ( que, na verdade, eles nem sabem quando é).
É para isso (também) que existem as gloriosas redes sociais: para todas as pessoas que fingem se importar com o dia do seu aniversário, sem precisar gastar uns R$ 0,30 e nem usar a memória para lembrar da data já que há um lembrete que poupa o trabalho de anotar na agenda uma coisa tão pouco importante.
As dúvidas a este respeito não nos faz menos humanos, menos sentimentais ou menos dignos. Mas o que nós temos, ao que me parece, é uma religião humana e não divina, uma religião matemática, onde questionamentos da veracidade sobre algo (que alguém em algum lugar escreveu) é inviável, tudo para que se mantenha a unidade religiosa.
No entanto, a certeza é muito mais segura do que a dúvida, uma dúvida que apenas se desdobrará em mais questões insolúveis, que não encontraremos a resposta exata dita ou escrita em lugar algum. Nos piores momentos da vida, em um desespero gritante, a dúvida sobre a existência de uma ajuda divina não vai ajudar, mas quem sabe aquela certeza religiosa? Por isso, os questionadores são os perdidos: a quem recorrer quando só se tem dúvidas e indefinições?
Porém, nas relações humanas, sempre se pode encontrar uma solução a mais para um problema e essa decisão vai depender de mais fatores do que unicamente a ideia de que se existirem dúvidas a respeito de uma religião, a decisão não pode ser outra a não ser a mais negativa.
Meus queridos seguidores,
Dark Glass é um corpo soBre o qual exerço estímulos e espero respostAs. Refleti por um bReve momento que Dark Glass para mim são vocês e para vocês sou eu. Cada leitor que aprecia meu texto é um membro desse vidro negro que se transforma em um corpo cheio trocas recíprocas.
Quanto mais este ser se torna complexo, mais sinto a responsaBilidade que tenho sobre os meus estímulos e mAis anciosa e impaciente espero as Respostas.
Fico pensando: será que estou indo bem?
E uma Alegria transbordante vem quando um cacto (de vidro) negro, membro deste corpo, reage inesperadamente e me confessa que sim, estou indo bem e fazendo um bom trabalho. Gratificante sensação: o que eu gosto de escrever, vocês gostam de ler. Que esta troca continue.
Obrigada aos meus queridos braços, pernas, ombros, coração, pés...
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçurados que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar estático da aurora.




